A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA EM LIBRAS PARA A INCLUSÃO
A inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais vem ganhando espaço em debates educacionais, tanto a nível nacional como a nível mundial, e isso se deve a este novo momento em que vivemos, onde se busca garantir espaço para todos.
Para tal, todas as esferas da sociedade devem se preparar para este público, e a escola é a primeira e a principal instituição a precisar modificar sua estrutura física, estrutural, pedagógica e curricular para receber seus novos alunos.
As instituições de nível superior também sofrem essas mudanças, principalmente as dos cursos de licenciatura. E uma das disciplinas inclusa na grade curricular dos cursos é a de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), inserida após a promulgação da Lei nº 10.436, que reconhece a LIBRAS como o idioma oficial dos deficientes auditivos.
Assim, espera-se que o professor, como ferramenta essencial de intermediação de conhecimentos, possa estar mais preparado para atender ao novo alunado, além de modificar suas práticas, a fim de facilitar o processo ensino-aprendizagem e sobretudo facilitar a comunicação entre alunos e professores.
A formação de professores, na perspectiva da inclusão escolar de alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NEE), não pode mais ignorar as diferentes condições de aprendizagem dos alunos que integram o sistema de ensino, de modo a proporcionar-lhes uma educação de qualidade.
Contudo, incluir não um papel somente da escola, mas sim de toda a sociedade. Os professores, por estarem diretamente ligados a esse processo, precisam acompanhar e capacitar-se para participar ativamente da inclusão.
Abaixo, estão algumas dicas que os professores e demais funcionários da escola podem usar diante de seu aluno com deficiência auditiva:
- Aceitar o aluno surdo sem rejeição;
- Ajudar o surdo a pensar, raciocinar, não lhe dando soluções prontas;
- Não ficar de costas para o aluno, ou de lado, quando estiver falando;
- Preparar os colegas para recebê-lo naturalmente;
- Ao falar, dirigir-se diretamente ao aluno surdo, usando frases curtas, porém com estruturas completas e com o apoio da escrita;
- Falar com o aluno mais pausadamente, claro, num tom de voz normal, com boa pronúncia;
- Verificar se ele está atento. O surdo precisa “ler” nos lábios para entender, ao contexto das situações, todas as informações veiculadas;
- Chamar sua atenção, através de um gesto convencional ou de um sinal;
- Colocar o aluno nas primeiras carteiras da fila central ou colocar a turma, ou o grupo em círculo ou semi-círculo, para que ele possa ver todos os colegas, e para que seus colegas laterais possam servir-lhe de apoio;
- Utilizar todos os recursos que facilitem sua compreensão (dramatizações, mímicas, materiais visuais);
- Utilizar a língua escrita, e se possível, a Língua Brasileira de Sinais;
- Incluir a família em todo o processo educativo;
- Solicitar ajuda da escola especial, sempre que for necessário;
- Procurar obter informações atualizadas sobre educação de surdos;
- E, principalmente, acreditar de fato nas potencialidade do aluno, observando seu crescimento
Os links abaixo são de blogs ativos, feito (alguns) por deficientes auditivos e professores de LIBRAS.
Pós graduação em Libras da Faculdade Santo Agostinho - Teresina-PI.
Vídeo sobre LIBRAS na sala de aula
Postado por Diogo da Silva Santos
Graduando em Pedagogia - UFPI

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