Descobrindo o Corpo


A importância do estímulo à criatividade do ser humano para que aprendam com as diversidades existentes no cotidiano, seus valores, fundamentos e perspectivas na prática de uma aprendizagem rompendo barreiras e mitos sobre a educação, o lúdico e o corpo, e com isso mostrar que através da conscientização podemos demonstrar a contribuição que pode haver nesse campo de estudo que é a integração homem-cotidiano, fazendo com que nossos alunos aprendam brincando e para que eles possam também refletir não só sobre regras e limites, mas também sobre como aprender das mais diferentes formas.  Pensando nisso, a contadora de histórias Talita Dumont, a convite da professora Naira Lopes para promover uma Oficina de Contação de Histórias, da disciplina Recursos Didáticos e Tecnológicos, realizada na Universidade Federal do Piauí- UFPI, realizou atividades inspirada no livro “Teatro do Oprimido”, de Augusto Boal.



Locomotiva



Batedeira




Liquidificador




  O Teatro do Oprimido é visto como uma metodologia que trabalha o lado artístico, social e político de praticantes e espectadores, sendo que, através de técnicas utilizadas ao longo de sua realização, ele é capaz de ajudar as pessoas a desenvolver a desmistificação do seu corpo e mente, aprendendo a discutir sobre os mais variados assuntos e expor suas opiniões de forma única. O TO ajuda a pessoa buscar a ação dentro si, preparando-a para ações que possam ocorrer no futuro.





De acordo com o próprio Boal, o Teatro do Oprimido, pretende transformar o espectador, que assume uma forma passiva diante do teatro aristotélico, com o recurso da quarta parede, em sujeito atuante, transformador da ação dramática que lhe é apresentada, de forma que ele mesmo, espectador, passe a protagonista e transformador da ação dramática. A ideia central é que o espectador ensaie a sua própria revolução sem delegar papéis aos personagens, desta forma conscientizando-se da sua autonomia diante dos fatos cotidianos, indo em direção a sua real liberdade de ação, sendo todos “espect-atores”.
O “Teatro-Imagem”, que integra a estética do Teatro do Oprimido, tem a intenção de ensaiar uma transformação da realidade, através do uso da imagem corporal. Primeiramente, um ator decide um tema problema a ser tratado, que pode ser local ou global, mas que de certa forma tenha um significado para a maioria do grupo. Em seguida alguns atores se disponibilizam no espaço cênico como massas moldáveis, ou melhor, futuras estátuas, o ator protagonista vai esculpindo essas estátuas buscando representar imageticamente a situação em questão. É fundamental que haja silêncio total. Ao montar o quadro vivo os espect-atores são convidados a modificarem as imagens problema para uma situação ideal. Por fim, cria-se a imagem de transição entre o problema e a solução. Tanto para o praticante, quanto para o espectador, o teatro do oprimido estimula a busca da sua liberdade de ação, para expor de forma simples sua opinião real e estar a par do que acontece no mundo, desenvolvendo uma espécie de libertação dos oprimidos, ou seja, libertar os indivíduos que se sentem coagidos e submetidos a algo, seja por autoridades, pela sociedade, pelo uso da força e assim em diante.
Desmatamento


Políticos
Lainy Raquel Everton Silva Nunes -Graduanda do 4º período de Licenciatura em Pedagogia na Universidade Federal do Piauí –UFPI.


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